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ONU pede investigação sobre possível crime de guerra de EUA e Israel após ataque a escola no Irã

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Genebra, 3 mar. 2026 – O alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, solicitou nesta terça-feira a abertura de uma investigação “rápida, imparcial e exaustiva” sobre o bombardeio a uma escola em Minab, no sul do Irã, ocorrido no primeiro dia da ofensiva militar conjunta de Estados Unidos e Israel contra o país persa.

A recomendação foi comunicada pela porta-voz do escritório de Türk, Ravina Shamdasani. Segundo ela, o objetivo é apurar se a ação configura crime de guerra. “Ataques deliberados contra civis ou bens de caráter civil, bem como ataques indiscriminados, podem equivaler a crimes de guerra”, afirmou, ressaltando que ainda não há todos os dados necessários para uma conclusão definitiva sobre o episódio em Minab.

180 mortos, maioria meninas

Dados do Crescente Vermelho iraniano e da imprensa estatal indicam que cerca de 180 pessoas – a maioria meninas – morreram no ataque de sábado, dia em que as forças americanas e israelenses iniciaram os bombardeios em território iraniano.

Tensão no Conselho de Segurança

O pedido do alto-comissário ocorre três dias após uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU que expôs fortes divergências entre os membros sobre como responder à escalada na região.

Foco também no Líbano e no Golfo

Shamdasani acrescentou que o Escritório de Direitos Humanos acompanha “com inquietação” a abertura de uma nova frente no Líbano, onde o Hezbollah tem lançado ataques contra bases israelenses e Israel responde com o que a porta-voz classificou como “hostilidades no Líbano”.

Entre segunda e terça-feira, o Irã retaliou com novos ataques a países do Golfo, atingindo a embaixada dos EUA na Arábia Saudita e uma base militar no Bahrein. A ofensiva levou o Departamento de Estado americano a ordenar a evacuação de funcionários não essenciais em pelo menos seis países. Governos do Golfo avaliam intensificar a resposta, após Teerã passar a mirar também infraestrutura civil.

Com informações de Gazeta do Povo