Washington, 2 de março de 2026 – O Departamento de Estado dos Estados Unidos emitiu nesta segunda-feira (2) um alerta de segurança pedindo que todos os cidadãos americanos deixem imediatamente 14 países e um território do Oriente Médio, citando “graves riscos” decorrentes dos ataques realizados no sábado (28) contra alvos iranianos.
De acordo com o comunicado, os norte-americanos devem sair “o quanto antes, utilizando voos comerciais ainda disponíveis” de Bahrein, Kuwait, Egito, Líbano, Irã, Omã, Iraque, Catar, Israel, Cisjordânia e Faixa de Gaza, Arábia Saudita, Síria, Jordânia, Emirados Árabes Unidos e Iêmen.
A pasta informou ter criado uma força-tarefa de emergência para reforçar a proteção de suas representações diplomáticas na região e oferecer assistência consular a quem busca passagens em rotas civis. O governo, contudo, não planeja organizar voos de evacuação próprios.
Embaixadas reforçam alertas locais
Nas capitais afetadas, embaixadas norte-americanas replicaram a orientação. A missão no Líbano, por exemplo, recomendou “saída imediata” enquanto houver disponibilidade de voos, classificando o cenário de segurança como “instável e imprevisível”. O aviso sugere ainda que quem optar por permanecer mantenha planos de contingência e esteja pronto para buscar abrigo caso a situação piore.
Tensão crescente
O alerta acontece em meio à resposta de Teerã à operação militar conduzida por Washington e por Israel no fim de semana. Em retaliação, o Irã lançou drones e mísseis contra bases dos Estados Unidos instaladas em diferentes pontos do Oriente Médio, elevando o nível de ameaça a cidadãos norte-americanos na região.
Até o momento, o governo dos EUA não divulgou estimativas de quantos cidadãos devem ser afetados pela orientação, nem sinalizou alterações em rotas aéreas comerciais que ainda operam.
Com informações de Gazeta do Povo