Os Estados Unidos e Israel lançaram na madrugada deste sábado, 28 de fevereiro de 2026, uma ofensiva conjunta contra instalações militares e políticas do Irã, elevando drasticamente a tensão no Oriente Médio poucas horas após o fracasso de negociações diplomáticas entre Teerã e Washington.
Ataques aéreos em duas fases
De acordo com as Forças de Defesa de Israel, mais de 200 caças israelenses atingiram cerca de 500 alvos iranianos em duas etapas. Na primeira, foram destruídos sistemas de defesa aérea e radares nas proximidades de Teerã; na segunda, as bombas se concentraram em estruturas ligadas ao programa de mísseis balísticos do país.
Explosões foram registradas na capital Teerã e nas cidades de Isfahan e Qom. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, decretou estado de emergência especial imediato, e ambos os países fecharam seus espaços aéreos.
Em Washington, o presidente Donald Trump declarou que “grandes operações de combate estão em andamento”, enquanto o governo israelense classificou a ação como “ataque preventivo”.
Vítimas civis e relatos de morte de Khamenei
A Agência de Notícias da República Islâmica informou a morte de 53 pessoas após bombas atingirem uma escola primária feminina no condado de Minab, província de Hormozgan, no sul do Irã. O governador Mohammad Radmehr acrescentou que outras 48 pessoas ficaram feridas. Até o momento, Teerã não divulgou balanço oficial consolidado dos danos.
No âmbito político, veículos israelenses e a emissora norte-americana Fox News noticiaram que o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, teria morrido durante os bombardeios. Autoridades iranianas negam e afirmam que ele permanece vivo; não houve pronunciamento oficial confirmando ou desmentindo a informação.
Retaliação iraniana
Poucas horas após a ofensiva, o Irã respondeu lançando mísseis contra bases militares dos EUA no Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein e Jordânia, ampliando o risco de um conflito regional prolongado.
Apelos de organizações cristãs
Diante do agravamento da crise, a organização Portas Abertas convocou cristãos em todo o mundo a orarem pela população de Irã, Palestina, Israel, Síria, Jordânia, Iraque e Líbano. “Somos pró-Jesus Cristo, a favor da paz”, declarou a entidade.
Um colaborador iraniano da missão afirmou: “Não celebro a guerra nem ignoro o sofrimento de famílias no Irã, em Israel e em toda a região. Cada vida é preciosa para Deus”.
Repercussão no Brasil
No Brasil, o pastor João Marcos Barreto Soares, diretor-executivo de Missões Mundiais da Convenção Batista Brasileira, pediu intercessão pelos missionários que atuam no Oriente Médio e alertou para o risco de um “conflito maior e mais duradouro”.
O pastor Renato Vargens, da Igreja Cristã da Aliança, em Niterói (RJ), criticou o regime iraniano nas redes sociais, classificando-o como “ditadura” e defendendo posicionamento firme da comunidade internacional.
Clima de medo entre civis
A população iraniana enfrenta pânico, evacuações e suspensão de atividades rotineiras, enquanto especialistas avaliam que a escalada pode resultar no maior confronto regional das últimas décadas.
Com informações de Folha Gospel