Brasília, 27 de fevereiro de 2026 – A Confederação Nacional da Indústria (CNI) calcula que a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas implicaria aumento de até R$ 267,2 bilhões por ano nos custos das empresas brasileiras, o que corresponde a 7% da folha de pagamento nacional.
Hora trabalhada mais cara
Segundo o estudo, a menor carga horária exigiria pagamento adicional de horas extras para manter o nível atual de produção ou contratação de novos empregados, alternativas que pressionam diretamente os gastos de pessoal.
Regiões e estados mais impactados
No recorte regional, o Sul apresenta o maior peso proporcional, já que 67,2% dos trabalhadores locais cumprem mais de 40 horas semanais. Em valores absolutos, o Sudeste lidera a projeção de custos, com R$ 143,8 bilhões. Entre os estados, São Paulo aparece como o mais afetado, com possível acréscimo de R$ 95,8 bilhões.
Produtividade em xeque
A CNI recorda que o Brasil ocupa a 94ª posição mundial em produtividade por hora trabalhada. Para a entidade, encurtar a jornada sem ganhos de eficiência tende a reduzir a produção sem alterar as despesas, provocando desequilíbrio econômico.
Efeitos ao consumidor e aos cofres públicos
O documento indica que a alta nos custos de produção pode repassar preços maiores ao consumidor, inclusive em itens básicos da cesta. Também haveria impacto nas contas públicas: o governo teria despesa extra estimada em R$ 4 bilhões.
Setores sob maior risco
Indústria e construção civil, intensivas em mão de obra, figuram entre os segmentos mais suscetíveis à elevação de despesas. Micro e pequenas empresas são apontadas como as mais vulneráveis: um aumento próximo de 12% nos custos de pessoal poderia levar muitos desses negócios ao encerramento das atividades.
O estudo foi divulgado nesta sexta-feira (27) pela CNI.
Com informações de Gazeta do Povo