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Morre aos 78 anos Felix Fischer, ex-relator da Lava Jato no STJ

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O ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Felix Fischer, relator dos processos da Operação Lava Jato na Corte, morreu na noite desta quarta-feira (25), aos 78 anos. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, para acompanhamento médico.

Velório e sepultamento

O corpo será velado nesta quinta-feira (26) no salão nobre do STJ, a partir das 9h30. O sepultamento está marcado para as 14h30, no Cemitério Campo da Esperança, também na capital federal.

Perfil e carreira

Nascido em Hamburgo, Alemanha, em 30 de agosto de 1947, Fischer chegou ao Brasil com apenas um ano de idade e se naturalizou brasileiro. Deixa a esposa, Sônia, e quatro filhos: Octávio, João, Denise e Fernando.

Indicado ao STJ em dezembro de 1996 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, ocupou a vaga destinada ao Ministério Público. Antes, atuou por 23 anos no Paraná, onde foi procurador de Justiça e professor de Direito Penal.

Atuação na Lava Jato

Considerado de perfil rigoroso, assumiu a relatoria da Lava Jato em dezembro de 2015, após regra interna deslocar o caso para o primeiro ministro que divergiu do relator original. Em seus votos, impôs diversas derrotas a réus e investigados, entre eles o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Aposentadoria e homenagens

Fischer aposentou-se compulsoriamente em 2022, ao completar 75 anos. Na última sessão da Quinta Turma, recebeu homenagem dos colegas, que destacaram sua contribuição ao Judiciário. No total, julgou perto de 115 mil processos durante 20 anos de atuação no STJ.

Entre outros cargos, presidiu o STJ e o Conselho da Justiça Federal no biênio 2012-2014, foi ministro e corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dirigiu a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam).

Repercussão

Em nota, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) manifestou “profundo pesar”, ressaltando o “exemplo de serviço à Justiça” deixado pelo ministro. Nas redes sociais, o senador Sergio Moro (União-PR), ex-juiz da Lava Jato, descreveu Fischer como “pulso firme, técnico e rigoroso” e enviou condolências à família.

Com informações de Gazeta do Povo