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Quarta greve geral liderada pela CGT marca debate final da reforma trabalhista na Argentina

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Buenos Aires, 20 de fevereiro de 2026 – A Confederación General del Trabajo (CGT) convocou nesta terça-feira (20) sua quarta greve geral contra o governo de Javier Milei em pouco mais de dois anos. A paralisação coincide com o início da etapa final de discussão, na Câmara dos Deputados, da Lei de Modernização Laboral, já aprovada pelo Senado por 42 votos a 30.

De acordo com a convocação, transportes coletivos, instituições de ensino e parte dos serviços públicos foram afetados em diversas regiões do país. A central sindical, historicamente aliada a setores peronistas e kirchneristas, contesta as mudanças propostas pelo Executivo, alegando ameaça a direitos trabalhistas.

O projeto de lei é apontado pelo governo como peça-chave para ampliar a liberdade contratual e reduzir custos de contratação. A administração Milei defende que a medida completa a agenda fiscal adotada desde 2024, que incluiu cortes de subsídios e redução de gastos estatais.

Entre os opositores à reforma está o governador de Buenos Aires, Axel Kicillof, que classifica a iniciativa como regressiva. Já apoiadores do presidente argumentam que o sistema sindical concentra privilégios e limita a geração de empregos formais.

Segundo o cientista político Lawrence Maximus, autor de artigo publicado nesta data, a mobilização representa tentativa de “sabotagem” à abertura econômica pretendida pelo governo. Ele ressalta que a Argentina enfrenta inflação crônica, taxa de informalidade de 43% e pobreza superior a 50%, cenário que, na avaliação dele, exige alterações na legislação trabalhista.

Não há, até o momento, estimativa oficial de adesão ao protesto. A votação final da proposta na Câmara está prevista para os próximos dias.

Com informações de Pleno.News