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Galípolo afirma que liquidação do Banco Master foi decisão técnica e confirma autonomia do BC sob Lula

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Brasília — O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, declarou nesta segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026, que a liquidação do Banco Master decorreu de critérios estritamente técnicos e ocorreu com total independência da autoridade monetária durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em discurso durante evento promovido pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Galípolo rebateu críticas apresentadas por advogados do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Master, que alegam precipitação no encerramento da instituição financeira.

Autonomia institucional

O presidente do BC destacou que a investigação sobre irregularidades no Banco Master foi conduzida sem interferência política. “Agradeço a Deus por passar por isso sob o presidente Lula. Quero sublinhar a garantia da autonomia do Banco Central e da Polícia Federal”, afirmou.

Galípolo também mencionou o apoio recebido do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e da Polícia Federal, organismos que, segundo ele, contribuiram para assegurar segurança jurídica e transparência ao processo.

Motivos da intervenção

De acordo com o chefe da autarquia, o Banco Master possuía apenas R$ 4 milhões em caixa, acumulava um déficit de mais de R$ 2,5 bilhões nos depósitos compulsórios e, naquela semana, precisava honrar mais de R$ 120 milhões em Certificados de Depósito Bancário (CDBs). Essas condições, acrescentou, tornaram a liquidação inevitável para proteger clientes e a estabilidade do sistema.

Classificado como instituição S3 — de menor porte e sem relevância sistêmica —, o banco teve um processo de encerramento considerado menos complexo que intervenções históricas, como a do antigo Bamerindus. “Você não pune a instituição e salva as pessoas; você tenta salvar a instituição e pune quem cometeu irregularidades”, declarou Galípolo.

Atuação técnica

O presidente do BC ressaltou o papel da equipe responsável pela operação, com destaque para o diretor Ailton de Aquino Santos, e citou o acompanhamento do Tribunal de Contas da União, sob relatoria do ministro Jhonatan de Jesus. Para Galípolo, a condução técnica foi decisiva para dar rapidez e segurança ao processo.

Galípolo encerrou sua intervenção reafirmando que a prioridade da autarquia foi resguardar depositantes e o sistema financeiro, reiterando que a liquidação não teve qualquer influência externa.

Com informações de Gazeta do Povo