O senador Magno Malta (PL-ES) afirmou nesta sexta-feira (6) que o Congresso Nacional voltou do recesso legislativo sob um “ambiente travado, anestesiado e dominado pelo medo”. Em artigo publicado às 14h27, o parlamentar criticou a suspensão de sessões, o esvaziamento do plenário e o adiamento de votações importantes para depois do carnaval.
Segundo Malta, a falta de debates afeta temas como o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Projeto da Dosimetria, proposta que, na avaliação do senador, poderia trazer “algum grau de justiça” para os investigados pelos atos de 8 de janeiro. Ele afirmou que a tendência é “empurrar com a barriga” essa análise porque a oposição articula a derrubada do veto.
O parlamentar também citou o chamado caso Banco Master, que, de acordo com ele, espalhou suspeitas pelo sistema financeiro, pelo governo, por tribunais e pelo próprio Parlamento. Malta classificou o episódio como uma “explosão” que colocou diversos agentes políticos sob pressão.
Nesse contexto, o senador destacou a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master, protocolada nesta semana com o maior número de assinaturas já reunidas para uma CPMI, segundo seu relato. A comissão pretende investigar crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro.
Para Malta, o desafio imediato do Congresso é “cumprir seu papel constitucional” ou “continuar servindo de escudo a um sistema que se protege a qualquer custo”. Ele acrescentou que a paralisia legislativa tem custo para o país, lembrando que o Brasil “não está em recesso”.
Magno Malta foi eleito duas vezes o “melhor senador do Brasil” em premiações de avaliação parlamentar.
Com informações de Pleno.News