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Jovens impulsionam salto de 24% na frequência às igrejas batistas na Nova Zelândia

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Um crescimento de 24% na presença de jovens entre 2022 e 2024 está sendo apontado como sinal de “avivamento silencioso” nas igrejas batistas da Nova Zelândia. O dado foi apresentado por Ethan Miller, coordenador nacional de juventude, no Relatório Anual de 2025 da denominação.

Indicadores de expansão

Miller reuniu números que reforçam a tendência:

  • Acampamentos de Páscoa: aumento de 42% entre 2023 e 2025;
  • Treinamento de Líderes Jovens da KB: alta de cerca de 30%, alcançando 445 participantes entre 2024 e 2025;
  • Batismos: dos 710 registrados, 58% (411) foram de pessoas com menos de 25 anos; 43% tinham menos de 18;
  • Novos ministérios: mais de oito criados nos últimos dois anos, totalizando mais de 100 frentes de trabalho com juventude.

Os dados foram incluídos no capítulo “Avivando a Chama: O Avivamento Silencioso Chegou?”, que dialoga com o relatório divulgado em abril de 2025 pela Sociedade Bíblica. O documento internacional, intitulado “O Avivamento Silencioso: a Geração Z lidera o aumento da frequência à igreja em partes do mundo ocidental”, descreve avanço semelhante no Reino Unido.

Relatos do campo

Miller relatou histórias de jovens que, mesmo sem histórico de fé, passaram a frequentar cultos, levar Bíblias para a escola, convidar colegas e iniciar cursos Alpha. Ele citou o caso de uma adolescente de 15 anos que, após se converter em um acampamento, fundou um grupo de jovens que hoje reúne 30 dos 40 alunos de sua escola.

Segundo o líder, a Geração Z demonstra “forte paixão por missão e justiça” e grande “sede por oração e adoração”, reforçando a percepção de renovação.

Desafios de recursos

Apesar dos avanços, Miller alertou que o trabalho evangelístico enfrenta limitações financeiras. De acordo com ele, o orçamento destinado ao ministério jovem caiu entre 50% e 60% na última década, afetando os níveis local, regional e nacional.

Para o coordenador, discipulado e formação de líderes precisam permanecer no centro das prioridades. “O futuro das igrejas batistas está nos líderes que formamos”, declarou, reforçando a necessidade de recuperar “visão e paixão pela próxima geração”.

Com informações de Guiame