A gestão do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em janeiro de 2026 a criação do Conselho de Paz para Gaza (BoP, na sigla em inglês), órgão respaldado pela Resolução 2803 do Conselho de Segurança da ONU.
Meta principal
O BoP pretende executar um plano de 20 pontos para reconstrução econômica e desenvolvimento da Faixa de Gaza durante um período interino de dois anos, sem atribuir à região o status de Estado soberano. A proposta busca transformar o território em polo turístico e comercial.
Estrutura de governança
O órgão máximo será o Comitê Executivo Fundador, integrado por Marco Rubio (Estados Unidos), Tony Blair (Reino Unido), Ajay Banga (Banco Mundial) e Benjamin Netanyahu (Israel). A estrutura inclui ainda o Comitê Executivo de Gaza, o Comitê Nacional de Administração de Gaza (NCAG) e a Força Internacional de Estabilização (ISF).
Financiamento
Cada membro permanente do Conselho deverá aportar US$ 1 bilhão. A principal fonte de receita prevista é o Campo de Gás Marinho de Gaza, cujos rendimentos serão administrados por entidade internacional — possivelmente o Banco Mundial — para evitar desvios.
Objetivos econômicos
Entre as metas estão reconstrução maciça de infraestrutura, atração de investimento privado e uso de Israel como centro logístico de acesso à enclave palestino.
Aderentes e posições
O projeto conta com apoio formal de 35 países, entre eles Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito, Israel, Hungria, Kosovo e Albânia. No Conselho de Segurança, Reino Unido e França não aderiram; a Rússia ingressou inicialmente e a China ainda avalia. Na União Europeia, apenas Bulgária e Hungria participam.
O envolvimento da ONU limita-se aos termos da Resolução 2803. No Brasil, o assessor presidencial Celso Amorim recusou a adesão do país.
O Conselho de Paz segue agora para a fase de mobilização de recursos e definição de projetos específicos, etapa considerada essencial para o cumprimento do cronograma de dois anos.
Com informações de Pleno.News