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Possível casa de São Pedro é identificada sob basílica bizantina às margens do Mar da Galileia

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Washington (EUA) – O arqueólogo norte-americano Steven Notley informou, em 5 de maio, que escavações realizadas desde 2016 em El Araj, no norte de Israel, indicam ter sido localizada a residência do apóstolo Pedro, citada no Novo Testamento. A estrutura do século I foi achada diretamente sob a abside de uma basílica bizantina descoberta em 2018.

Escavação confirma identificação de Betsaida

Segundo Notley, diretor acadêmico do Projeto de Escavação El Araj, as evidências reunidas até agora “praticamente confirmam” que o sítio corresponde à antiga Betsaida, cidade natal de Pedro, André e Filipe (Jo 1,44) e cenário de diversos milagres de Jesus.

A localização coincide com o relato do bispo bávaro Willibald, que visitou a Terra Santa em 725 d.C. e descreveu uma igreja construída sobre a casa dos apóstolos Pedro e André. As ruínas dessa igreja correspondem à basílica identificada há oito anos.

Vestígios do primeiro século

Em 2023, os arqueólogos encontraram, sob a abside da basílica, paredes, cerâmica e pesos de pesca datados do primeiro século. “Não há uma placa dizendo ‘Pedro dormiu aqui’, mas, do ponto de vista arqueológico, é difícil conseguir indícios melhores”, afirmou Notley.

Entre os achados na basílica está um mosaico de 2022 que invoca “o chefe dos apóstolos e guardião das chaves do céu” para interceder por fiéis chamados George e Theophano, reforçando a dedicação do templo a São Pedro.

Incêndio facilitou novas descobertas

Um incêndio florestal ocorrido no ano passado removeu a vegetação rasteira que encobria parte do sítio, permitindo a identificação de colunas e outras estruturas antes ocultas.

Trabalho financiado por doações

O projeto é sustentado exclusivamente por recursos privados e aceita voluntários para as próximas temporadas de campo. Informações estão disponíveis no site oficial da escavação.

Notley, que viveu 16 anos em Jerusalém e dirige o Centro para o Estudo do Judaísmo Antigo e das Origens Cristãs, conduz grupos de estudantes e peregrinos à região há mais de três décadas.

As escavações prosseguem sem data para conclusão.

Com informações de Gazeta do Povo