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Comentário de primeira-dama paulista sobre “novo CEO” no Planalto irrita aliados de Bolsonaro

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Um comentário da primeira-dama de São Paulo, Cristiane Freitas, sugerindo que o Brasil “precisa de um novo CEO” desencadeou críticas de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A frase foi postada em 14 de janeiro de 2026, nos stories do Instagram do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que curtiu a observação da esposa.

No vídeo, Tarcísio atacava a gestão do presidente Lula (PT) e defendia um programa econômico rigoroso para o próximo mandato federal. “Nosso país precisa de um novo CEO, meu marido!”, escreveu Cristiane. A curtida do governador foi interpretada por bolsonaristas como um sinal de que ele pretende disputar a sucessão presidencial em 2026.

Reações do grupo bolsonarista

O jornalista Allan dos Santos afirmou que a mensagem expôs o “plano” de Tarcísio de buscar a “faixa presidencial”. “A mulher de Tarcísio deixou escapar, sem querer, que o plano dela e do marido é a faixa presidencial”, declarou. Ele disse ter sido chamado de “pérfido” por sugerir a intenção do governador.

Carlos Bolsonaro, vereador licenciado e filho do ex-presidente, criticou “isentões” eleitos graças ao “sacrifício” de Jair Bolsonaro que estariam “mostrando suas garrinhas”. Na mesma rede social, publicou a foto do ex-governador João Doria segurando revista com a manchete “João Doria: O CEO de São Paulo”.

O jornalista Paulo Figueiredo também reagiu. Segundo ele, “o bolsonarismo não quer um CEO” e conceber o país como empresa seria “positivismo estúpido típico de milico”. O ex-chefe da Secom, Fabio Wajngarten, compartilhou a crítica e alertou que “o Brasil é um continente” cujos resultados variam entre regiões.

Discurso sobre reformas

No vídeo que originou a polêmica, Tarcísio declarou que o Brasil “não aguenta mais quatro anos de PT” e comparou a chegada de um novo presidente à contratação de um “novo CEO”. Ele disse que a agenda deveria envolver reforma administrativa, privatizações e corte de gastos equivalentes a 3%–3,5% do PIB, o que, segundo ele, atrairia investimentos e reduziria inflação e juros.

Negativa de candidatura

Embora seja apontado como principal nome para suceder Bolsonaro, Tarcísio nega intenção de disputar o Planalto e declarou lealdade ao ex-presidente. Em dezembro, disse que ajudaria “no que for preciso” a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O senador afirmou nesta terça-feira (13) confiar que o apoio do governador chegará “na hora certa”.

Com informações de Gazeta do Povo