Brasília, 13/12/2025 — O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou por unanimidade a perda do mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP), contrariando decisão anterior da Câmara dos Deputados e intensificando o embate institucional entre Legislativo e Judiciário.
Voto de Moraes orienta cassação
O relator do processo, ministro Alexandre de Moraes, apresentou o voto que conduziu o plenário à decisão. Parlamentares como o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) classificaram o ato como “usurpação de competência” da Câmara. Moraes comunicou às autoridades italianas que, caso seja extraditada, Zambelli cumprirá pena no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A vaga na Câmara será assumida pelo suplente Adilson Barroso (PL-SP).
EUA revogam sanções a Moraes
No mesmo dia, o governo dos Estados Unidos, presidido por Donald Trump, retirou Moraes da lista de sancionados pela Lei Magnitsky, alegando que as restrições eram “inconsistentes” com interesses americanos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aliados celebraram a medida, enquanto membros da oposição, como Flávio Bolsonaro (PL-RJ), criticaram a revogação e relacionaram o gesto à discussão de uma proposta de anistia no Senado.
Motta busca bloco de centro na Câmara
O presidente da Câmara, Isac Motta (Republicanos-PB), articula a formação de um bloco de centro para manter o controle da pauta. A movimentação ganhou ritmo após operação da Polícia Federal que mirou uma ex-assessora de Arthur Lira (PP-AL). Lira criticou Motta pela condução do caso envolvendo o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), enquanto Guilherme Boulos (PSOL-SP) contestou publicamente a gestão, sem endossar pedido de renúncia.
Projeto de dosimetria vira teste no Senado
No Senado, o projeto de lei da dosimetria, defendido por Davi Alcolumbre (União-AP), opõe a base governista e parte da oposição. Flávio Bolsonaro chamou o texto de “horroroso”, mas manteve apoio de partidos de direita para 2026. Levantamento de intenção de voto mostrou o senador numericamente à frente de Lula em cenário de segundo turno, enquanto o Centrão avalia apoiar outra candidatura.
A corrida eleitoral também envolve o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos), citado por Flávio como peça importante para um “palanque forte” na próxima disputa presidencial.
Com informações de Gazeta do Povo