Varsóvia – O ministro da Defesa da Polônia, Władysław Kosiniak-Kamysz, anunciou nesta quinta-feira (6) o maior programa de treinamento militar para civis da história do país. A iniciativa pretende capacitar 400 mil pessoas ao longo de 2026, em meio ao aumento das tensões com a Rússia.
Ao lado do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Wiesław Kukuła, o ministro explicou que o projeto integra o plano “Em Prontidão” e abrangerá cidadãos “de todas as idades”. Estudantes do ensino fundamental e médio participarão de um módulo chamado “Educação com o Exército”.
Treinamentos começam neste mês
A partir de 22 de novembro, qualquer polonês poderá se inscrever pelo aplicativo governamental mObywatel. Os convocados serão direcionados a um dos 132 centros administrados pelas Forças de Defesa Territorial ou pelo Comando Operacional das Forças Armadas.
Segundo o vice-ministro da Defesa, Cezary Tomczyk, cerca de 20 mil pessoas devem receber instrução individual ainda em novembro e dezembro. No total, considerando todas as modalidades, o objetivo é alcançar 100 mil participantes antes do fim de 2025.
Conteúdo das aulas
Os cursos incluirão treinamento de combate, primeiros socorros e técnicas de resistência. Para menores de idade, o foco será comportamento em situações de guerra e identificação de locais seguros.
Expansão das forças armadas
Em 2025, a Polônia tornou-se o país da Otan que mais destina parcela do PIB à Defesa. Atualmente com 216 mil militares, o governo pretende ampliar o efetivo em quase um terço na próxima década.
Serviço militar e avaliações de aptidão
Embora o serviço obrigatório permaneça suspenso, a “qualificação militar” continua vigente. Para 2026, o Ministério da Defesa prevê convocar 235 mil pessoas para exames médicos e psicológicos, incluindo homens nascidos em 2007 e mulheres de graduações como medicina e psicologia, nascidas entre 1999 e 2007.
No mesmo ano, 200 mil jovens serão designados a corpos militares, mais de 30 mil ao serviço territorial e cerca de 4 mil a programas educacionais.
O anúncio acontece após recentes violações do espaço aéreo polonês por aeronaves russas.
Com informações de Gazeta do Povo