O vereador carioca Rafael Satiê afirmou que o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, teve três pedidos de apoio militar negados pelo governo federal antes da megaoperação realizada na terça-feira, 28 de outubro de 2025. A declaração foi feita em artigo publicado nesta quarta-feira (29).
Segundo Satiê, a ação conjunta das forças de segurança estaduais deixou “dezenas de criminosos mortos”, “dezenas de feridos” e resultou em mais de 80 prisões. Ainda de acordo com o parlamentar, foram apreendidos mais de 70 fuzis, granadas e drones usados por facções que controlam comunidades na capital fluminense.
O vereador relata que a operação mobilizou tanques, helicópteros e viaturas em diversas áreas da cidade. Ele sustenta que, apesar da complexidade do cenário, o Palácio do Planalto, sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não autorizou o envio de tropas ou equipamentos das Forças Armadas. Em coletiva, Castro apresentou documentos que, segundo ele, comprovam a negativa federal.
Em nota citada por Satiê, o Ministério da Justiça afirmou que tem “respondido prontamente” às solicitações do estado, mas não detalhou quais medidas foram adotadas. O vereador rebate, dizendo que a resposta foi apenas “burocrática” e “desconectada da realidade das ruas”.
Para Satiê, a ausência de reforço militar agrava a perda de controle estatal sobre determinados territórios, dominados por tráfico e milícias. Ele alega que, sem o suporte federal, as polícias Civil e Militar sustentam “uma linha tênue entre a civilização e a barbárie”.
O parlamentar conclui que o episódio expõe uma “subversão do Estado” e defende uma política de “Lei e Ordem” semelhante à adotada em El Salvador. Ele cita o governo Nayib Bukele como exemplo de retomada do controle sobre gangues depois da prisão de mais de 70 mil pessoas.
Nem o governo federal nem o Ministério da Justiça se pronunciaram sobre as críticas até a última atualização desta reportagem.
Com informações de Pleno.News