Londres – A polícia britânica mobilizou uma operação de busca nesta sexta-feira (24) para recapturar o etíope Hadush Gerberslasie Kebatu, 38 anos, libertado por engano da prisão de Chelmsford, no condado de Essex.
Condenado em setembro a 12 meses de prisão por abusar sexualmente de uma mulher e de uma menina de 14 anos em Epping, no leste da Inglaterra, Kebatu deveria ter sido transferido a um centro de detenção de imigração antes da deportação. Em vez disso, deixou a unidade penal em liberdade.
O Ministério da Justiça informou que o erro ocorreu dentro do sistema prisional e abriu investigação interna. Um funcionário foi afastado. “Estamos trabalhando com urgência com a polícia para devolver este criminoso à custódia; a proteção do público é prioridade máxima”, disse um porta-voz do Serviço Penitenciário.
De acordo com a Polícia de Essex, apurações iniciais indicam que Kebatu pegou um trem para Londres na estação de Chelmsford poucos minutos antes de o equívoco ser comunicado às autoridades. “Compreendemos a preocupação do público e nossos agentes trabalham para localizá-lo e detê-lo rapidamente”, afirmou a corporação.
Kebatu chegou irregularmente ao Reino Unido em um bote que cruzou o Canal da Mancha. Além da pena de prisão, a Justiça impôs a ele uma ordem de prevenção de danos sexuais por cinco anos e o obrigou a registrar-se como agressor sexual por dez anos.
O ministro da Justiça, David Lammy, declarou-se “chocado” com a libertação e ordenou investigação imediata. “Kebatu deve ser deportado por seus crimes, não permanecer nas nossas ruas”, publicou na rede X. O primeiro-ministro Keir Starmer classificou o caso como “totalmente inaceitável” e reforçou que o imigrante “deve ser capturado e deportado”.
O incidente alimentou críticas à política migratória do governo trabalhista. A líder conservadora Kemi Badenoch afirmou que “todo o sistema está colapsando” e considerou a libertação “um nível de incompetência inacreditável”. Já o dirigente do Reform UK, Nigel Farage, disse que “a Grã-Bretanha está quebrada” ao comentar que o agressor “anda livremente pelas ruas”.
As autoridades mantêm equipes em estações de trem e pontos estratégicos da capital na tentativa de localizar o condenado.
Com informações de Gazeta do Povo