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Impasse na CPMI do INSS: base do governo barra depoimento de ex-funcionário apontado como peça-chave

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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura o esquema bilionário de descontos irregulares em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) viveu sessão tumultuada na quinta-feira, 2 de outubro. Parlamentares governistas impediram a convocação de Edson Claro Medeiros Júnior, ex-empregado de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, considerado a principal testemunha do caso.

No debate, o jurista André Marsiglia criticou a resistência à oitiva. “A melhor coisa é ouvi-la. O testemunho pode ser bom ou não, mas é ouvindo que se descobre. Essas pessoas estão ali em nome do interesse público”, afirmou.

Entidades suspeitas de receber valores bilionários

Relatórios já analisados pelos parlamentares apontam que a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG) foi a maior beneficiária dos repasses investigados, somando cerca de R$ 3,4 bilhões. A entidade tem histórico de alinhamento com o Partido dos Trabalhadores e demais movimentos de esquerda.

Outra instituição citada é o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (SINDNAPI), que teria recebido R$ 586 milhões entre 2019 e 2025, com a maior parte dos recursos transferida durante o governo Lula.

O editor da Gazeta do Povo, Gabriel de Arruda Castro, comparou os números da CONTAG: o faturamento oficial em 2023 foi de aproximadamente R$ 500 milhões, enquanto, no ano seguinte, as despesas teriam alcançado R$ 1 bilhão. “É um salto muito amplo. O Brasil não dobrou o número de agricultores familiares nesse período, obviamente”, observou.

Barroso cogita aposentadoria antecipada

À margem da CPMI, o ministro Luís Roberto Barroso declarou que fará “reflexão muito profunda” sobre solicitar aposentadoria antecipada do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele pretende realizar um retiro espiritual no fim de outubro para decidir.

Deputada relata detenção em flotilha rumo a Gaza

A deputada federal Luizianne Lins (PT) afirmou ter sido detida pela Marinha israelense ao tentar entrar na Faixa de Gaza em embarcação de ativistas que contava com a presença da sueca Greta Thunberg. Em vídeo, a parlamentar disse ter sido “sequestrada”. O governo brasileiro manifestou preocupação e condenou a ação militar de Israel.

Durante participação no programa Última Análise, transmitido no YouTube, Marsiglia classificou a iniciativa dos ativistas como “romantização” de um conflito que, segundo ele, não pode ser reduzido ao antagonismo entre “mocinhos” e “vilões”.

O Última Análise vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 19h às 20h30, debatendo temas de relevância nacional.

Com informações de Gazeta do Povo