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Washington impõe tarifa de 25% sobre importações brasileiras e pressiona por mudanças comerciais

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Washington, 15 de julho de 2026 – O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (15) a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre grande parte dos produtos enviados pelo Brasil ao mercado norte-americano.

Motivos alegados

De acordo com a Casa Branca, a sobretaxa é uma resposta a práticas consideradas desleais:

  • decisões judiciais brasileiras que derrubam perfis de redes sociais sediadas nos EUA;
  • suposta preferência oficial pelo sistema Pix em detrimento de outros meios de pagamento estrangeiros;
  • falhas no combate à corrupção e proteção insuficiente da propriedade intelectual;
  • controle inadequado do desmatamento ilegal.

Estratégia recorrente no governo Trump

O presidente Donald Trump tem usado tarifas como instrumento de barganha. A mesma tática já foi aplicada à China, que reduziu barreiras depois de flexibilizar regras sobre minerais críticos e abrir seu mercado agrícola, e à Índia, que recebeu concessões após suspender a compra de petróleo russo.

Base jurídica

Após decisões da Suprema Corte derrubarem tarifas anteriores, Washington recorre agora à Seção 232 do Trade Expansion Act, que permite restringir importações quando julgadas ameaça à segurança nacional. O dispositivo concede flexibilidade para elevar ou retirar taxas sobre aço, alumínio e máquinas.

Setores mais expostos

Cerca de 2,1 mil itens permaneceram isentos, mas especialistas alertam que a lista tarifada atinge o núcleo das exportações brasileiras. Máquinas, equipamentos e metais como aço e cobre continuam sob mira das políticas industriais norte-americanas, o que pode reduzir a competitividade do país.

Possíveis reações de Brasília

Analistas preveem que o Brasil alternará entre confronto retórico e busca por alternativas. Ganham força um redirecionamento emergencial para mercados como China e demais integrantes dos Brics e a adoção de medidas para reforçar segurança jurídica e previsibilidade comercial, vista como caminho para reverter a sanção.

Por ora, o Ministério das Relações Exteriores não comentou oficialmente a nova tarifa.

Com informações de Gazeta do Povo