No segundo turno das eleições presidenciais, realizado em 25 de outubro de 2026, urnas eletrônicas que funcionaram além do horário regular contabilizaram pouco mais de 5 mil votos. A extensão do horário foi determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal.
A análise, realizada pelo programador Apolinário Passos, revelou que a prorrogação afetou 7.352 urnas, representando aproximadamente 1,48% do total de 497.882 dispositivos utilizados na votação.
Nos dispositivos que funcionaram por mais tempo, foram registrados 5.052 votos após as 17 horas, o que corresponde a apenas 0,004% do total de votos válidos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com uma diferença de 4,4 milhões de votos. Passos disponibilizou o código fonte da análise na plataforma GitHub.
Após a divulgação dos resultados, Flávio Bolsonaro criticou a decisão de Zanin, chamando-a de “sacanagem” e afirmando ser “impossível” aceitar a derrota em virtude da prorrogação. O candidato do PL indicou que pretende recorrer à Justiça contra o resultado.
“O que ocorreu hoje não foi normal, foi inaceitável”, declarou Flávio. Ele argumentou que, pela primeira vez na história, um ministro da Suprema Corte, que também foi advogado de Lula, alterou as regras do jogo durante a votação.
O senador ainda ressaltou que a decisão de Zanin não partiu do Tribunal Superior Eleitoral, mas sim de um membro do Supremo, afirmando que essa situação era sem precedentes no Brasil. “Às 17:01, o ministro Zanin, que não faz parte do TSE, decidiu prorrogar as eleições por duas horas”, completou.
Fonte: Revista Oeste.










