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TSE decide contra candidatura de José Roberto Arruda ao governo do DF

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, nesta quinta-feira, 24, por 5 votos a 2, rejeitar o recurso apresentado pela defesa do ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (PSD). Com essa decisão, a candidatura de Arruda ao governo do DF foi oficialmente barrada.

A medida implica na retirada do nome do ex-governador das urnas, uma vez que ele permanece inelegível devido a sete condenações por improbidade administrativa associadas à Operação Caixa de Pandora. O relator do caso, ministro Dias Toffoli, foi acompanhado por outros quatro ministros na votação, enquanto apenas dois divergiram.

A inelegibilidade de Arruda se baseia em condenações ocorridas nos últimos oito anos, que o enquadram na Lei da Ficha Limpa. As condenações estão ligadas a atos ilícitos relacionados a um esquema de corrupção que envolve contratos de informática do governo local, revelados em 2009.

A defesa de Arruda argumentou que mudanças na legislação promovidas pelo Congresso no ano passado deveriam permitir sua candidatura, sustentando que as condenações eram interconectadas e que apenas a primeira deveria ser considerada para a contagem do período de inelegibilidade. Contudo, o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, refutou essa tese, chamando-a de “interpretações equivocadas” da lei.

Após a decisão, Arruda se manifestou nas redes sociais, expressando seu respeito pelo Poder Judiciário e agradecendo aos apoiadores por sua lealdade durante a campanha. Ele pediu perdão pelo resultado e enfatizou a importância de não desistirem de Brasília e do Brasil, acreditando que tempos melhores virão.

O ex-governador também mencionou os votos divergentes no TSE, afirmando que eles ressaltam a validade da lei e seu direito à candidatura. Para ele, essa decisão pode marcar o fim de sua carreira política na capital.

Uma pesquisa recente já indicava o impacto da ausência de Arruda na disputa, com a governadora Celina Leão (PP) liderando as intenções de voto. A pesquisa mostrava que, sem Arruda, Celina tinha 34% das intenções, seguida por Leandro Grass (PT) com 23% e Paula Belmonte (PSDB) com 7%.

Após o julgamento, o advogado José Eduardo Cardozo afirmou que ainda existe a possibilidade de recurso, mas que a decisão sobre os próximos passos deve ser tomada por Arruda, ressaltando a importância da escolha do ex-governador para seu futuro político.

Fonte: Revista Oeste.

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