O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, declarou nesta quarta-feira, 28, que as eleições realizadas no último domingo, dia 25, ocorreram com total normalidade e em conformidade com as leis vigentes. Durante o pleito, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, decidiu estender o horário de votação em duas horas devido a problemas de instabilidade.
Em sua declaração, Nunes Marques ressaltou que, apesar das dificuldades enfrentadas, a Justiça Eleitoral conseguiu garantir uma apuração segura. “Mesmo diante da instabilidade na reta final de votação, as medidas adotadas e a competência dos técnicos do Tribunal foram fundamentais para que pudéssemos avançar com a apuração”, afirmou Zanin.
O presidente do TSE também frisou que os eleitores exerceram seu direito de escolha de maneira legítima. Segundo ele, a Justiça Eleitoral está preparada para analisar e responder a todas as contestações apresentadas, sempre respeitando o devido processo legal.
No dia seguinte às eleições, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que foi derrotado na disputa, divulgou uma carta pública onde se autodenominou “líder do Brasil”. Na versão inicial do texto, Flávio chegou a referir-se a si mesmo como “verdadeiro presidente eleito”, mas alterou essa expressão pouco tempo depois.
Flávio Bolsonaro também acusou a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ser um “golpe de Estado”, sem apresentar evidências que sustentem sua afirmação. Lula obteve 64.256.232 votos, correspondendo a 51,79% do total, enquanto Flávio recebeu 59.826.041 votos, ou 48,21%.
Após o resultado, Flávio, junto de sua esposa e filhas, deixou o Brasil, alegando receio de possíveis ações do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A Polícia Federal havia solicitado a apreensão do passaporte do senador logo após a divulgação do resultado, e Moraes autorizou a medida, impedindo sua saída do país.
Fonte: Revista Oeste.










