A Federação PSOL/Rede e o PDT não conseguiram ultrapassar a cláusula de barreira nas eleições de 2026, o que pode resultar na perda do acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de propaganda gratuita no rádio e na TV. Embora a federação tenha obtido votos suficientes, o problema foi a distribuição geográfica dos votos.
Para cumprir a cláusula, os partidos precisam de 2,5% dos votos válidos em nível nacional para deputado federal, com pelo menos 1,5% em nove estados. No caso da Federação PSOL/Rede, faltaram apenas 186 votos no Espírito Santo, onde obteve 31.839 votos, enquanto o mínimo necessário era 32.025. Além disso, a federação elegeu 15 deputados federais, mas esses foram distribuídos apenas em seis estados.
O PDT, por sua vez, obteve cerca de 1,6% dos votos válidos, abaixo do limite mínimo, e elegeu apenas seis deputados, número insuficiente para atender à exigência de ao menos 13. No Senado, o partido conseguiu eleger apenas Marília Arraes, em Pernambuco, e não conquistou governos no primeiro turno.
Outros partidos também enfrentaram dificuldades. O Avante registrou 1,59% dos votos válidos e elegeu cinco deputados em apenas três estados, enquanto o partido Missão elegeu apenas Kim Kataguiri em São Paulo e ficou distante do percentual necessário.
A Federação Renovação Solidária, composta por PRD e Solidariedade, também não conseguiu cumprir a cláusula de barreira, somando 1,86% dos votos válidos e elegendo sete deputados federais.
A situação desses partidos levanta questionamentos sobre sua viabilidade política e financeira, especialmente em um cenário eleitoral que tende a ser cada vez mais competitivo.
Fonte: Gazeta Do Povo.








