O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu restringir o acesso às cópias dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, que foi apreendido em novembro de 2025. O aparelho contém aproximadamente 500 gigabytes de informações, que geraram polêmica após a divulgação de algumas de suas informações.
As cópias dos dados foram solicitadas pelos ministros do STF como parte de uma investigação para identificar novos fatos e eventuais lacunas nos processos em andamento. No entanto, foram adotadas medidas para proteger dados pessoais que não estão relacionados às investigações.
Ministros como Cristiano Zanin e Gilmar Mendes têm pressionado o presidente da Corte, Edson Fachin, por acesso completo ao conteúdo do celular. Antes de uma decisão formal, Zanin, Gilmar e Alexandre de Moraes solicitaram diretamente à Polícia Federal (PF) o envio das cópias dos dados.
Os arquivos do celular de Vorcaro estão organizados em pastas, incluindo conversas e áudios, e foram processados pela PF utilizando o sistema IPED, que é voltado para evidências digitais. A perícia também se utilizou de ferramentas para recuperar dados que haviam sido apagados ou estavam protegidos por senha.
Além disso, a PF informou que as cópias entregues aos ministros são idênticas aos dados extraídos do aparelho, enquanto o dispositivo original permanece sob custódia da corporação.
As informações extraídas do celular já foram utilizadas em investigações anteriores e revelaram contatos de Vorcaro com autoridades dos Três Poderes. Parte do material também foi incluída em um relatório da PF que menciona 52 registros relacionados ao ministro Alexandre de Moraes, além de encontros entre eles e um contrato entre o Banco Master e o escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes.
Moraes, por sua vez, contestou as conclusões da PF, afirmando que a corporação interpretou anotações encontradas no celular como se fossem mensagens diretas a ele, negando qualquer favorecimento ao ex-banqueiro ou ao banco.
Fonte: Revista Oeste.









