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Oposição critica pedido de investigação de Moraes contra Mendonça no STF

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No dia 3 de setembro de 2026, o ministro Alexandre de Moraes solicitou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, autorização para investigar seu colega André Mendonça. O pedido é fundamentado em supostas irregularidades em processos que Mendonça relatou, gerando reações contundentes entre parlamentares da Oposição.

Moraes incluiu Mendonça no inquérito das fake news, alegando que ele pode ter cometido improbidade administrativa e abuso de autoridade. O ministro acusa Mendonça de ter quebrado a imparcialidade judicial e de favorecer determinados grupos políticos durante sua atuação nas operações Sem Desconto e Compliance Zero. Além disso, Moraes menciona documentos da Polícia Federal que sugerem que as investigações teriam sido direcionadas contra ele e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por motivos políticos.

A Oposição reagiu de forma veemente ao pedido de investigação. O senador Rogério Marinho, líder da Oposição, descreveu a ação como uma inversão de valores e uma tentativa de intimidação, uma vez que Mendonça está à frente de investigações que envolvem Moraes. A senadora Damares Alves foi ainda mais incisiva, comparando o ministro a um “ditador moderno” e afirmando que a credibilidade do STF foi comprometida. O senador Carlos Portinho também se manifestou, destacando que essa situação representa uma crise institucional.

O contexto do conflito se intensifica após Mendonça ter retirado o sigilo de um relatório da Polícia Federal, que revelou trocas de mensagens entre Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Críticos interpretam o pedido de investigação como uma retaliação direta por parte de Moraes. Em resposta, Moraes pediu que a Polícia Federal encaminhe todos os relatórios de inteligência que mencionem ministros da Corte, alegando que Mendonça estaria utilizando o aparato estatal para perseguir adversários políticos.

A decisão sobre o pedido de investigação agora cabe ao plenário do STF. O presidente Fachin recebeu a solicitação e todos os ministros deverão avaliar se há fundamentos suficientes para abrir o inquérito contra Mendonça. A Procuradoria-Geral da República também foi informada sobre o caso. Enquanto a situação não é resolvida, a tensão entre os ministros do STF aumenta e repercute no Congresso Nacional, onde parlamentares defendem manifestações populares como forma de reação democrática.

Fonte: Gazeta Do Povo.