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Ricardo Nunes critica decisão de Zanin e defende transporte público nas eleições

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O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), manifestou descontentamento com a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou a votação do segundo turno das eleições presidenciais para o dia 25 de outubro de 2026. Nunes classificou a medida como “muito estranha” e questionou a competência do STF para tal ação, enfatizando que questões eleitorais devem ser tratadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em sua crítica, o prefeito também lembrou da relação anterior de Zanin com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e citou uma declaração do ministro Edson Fachin sobre o princípio do juiz natural, que determina que processos devem ser analisados pela autoridade adequada. “É algo absolutamente incomum e que deixa a gente bastante perplexo”, afirmou Nunes.

Além disso, o prefeito respondeu a críticas sobre a oferta de transporte público em São Paulo durante o pleito. Ele garantiu que a Prefeitura havia planejado um aumento de 40% na frota de ônibus em relação ao primeiro turno, em colaboração com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Nunes explicou que, no sábado, 24, a SPTrans recebeu uma ordem judicial para colocar toda a frota em circulação, com as concessionárias sendo notificadas pouco após a decisão. Apesar de reconhecer que a mobilização de cerca de 10 mil profissionais em curto prazo poderia enfrentar desafios, ele assegurou que a quantidade de ônibus foi suficiente para atender a demanda.

<p“Não houve em nenhum local da cidade falta de ônibus. Nós tivemos uma quantidade de ônibus superior à demanda necessária”, declarou o prefeito. Nunes também apresentou evidências, como mais de 200 vídeos e fotos de terminais, para comprovar que não houve superlotação ou problemas de frequência.

Ele negou que eleitores tenham sido impedidos de votar devido à falta de transporte coletivo, afirmando que imagens do Terminal Parque Dom Pedro II mostraram baixa movimentação durante a tarde do dia da votação. Os registros poderão ser disponibilizados à imprensa para verificação.

Fonte: Revista Oeste.