O secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, anunciou neste domingo, 25, que a circulação de ônibus na capital baiana foi mantida, mesmo com adesivos políticos, devido a dificuldades operacionais no transporte público durante o segundo turno das eleições. Ele comunicou a decisão em um vídeo nas redes sociais, destacando que a medida visava não prejudicar os eleitores.
Souza explicou que a prefeitura havia emitido, na última quinta-feira, 22, uma ordem que proibia a propaganda política nos ônibus, em conformidade com as determinações do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral. No entanto, muitos veículos da frota estavam adesivados, o que complicou a operação.
“A equipe retirou os adesivos e liberou os ônibus gradualmente, mas isso causou atrasos”, informou o secretário. Diante da situação, ele decidiu permitir que os coletivos circulassem, mesmo com a propaganda política, para garantir a democracia e o atendimento aos cidadãos. “Foi uma decisão muito difícil, mas inegociável com a democracia”, afirmou.
Souza também mencionou que a operação de transporte público já estava normalizada ao final do vídeo e se mostrou otimista quanto ao esclarecimento dos fatos.
A declaração do secretário ocorre em meio a uma ordem do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia que determinou sua prisão em flagrante, relacionada a uma denúncia sobre a diminuição da frota de ônibus durante o segundo turno das eleições. A ação foi promovida pela Federação Brasil da Esperança, que inclui os partidos PT, PCdoB e PV, e exigiu a integralidade do serviço de transporte público na cidade.
Fonte: Revista Oeste.









