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Reino Unido e ONU contestam plano de Trump de taxar trânsito no Estreito de Ormuz

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14/07/2026 – A proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de cobrar uma taxa de 20% sobre todas as cargas que cruzarem o Estreito de Ormuz provocou reações imediatas de governos e organismos internacionais.

Em declaração à emissora CNN, um porta-voz do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, adiantou a oposição de Londres à iniciativa. “Sempre dissemos que o Estreito de Ormuz deve ser reaberto em conformidade com o direito internacional, sem pedágios ou taxas que possam prejudicar o comércio global”, afirmou o representante.

A Organização Marítima Internacional (OMI), agência da ONU responsável pela segurança da navegação, também rejeitou a medida. Segundo um porta-voz ouvido pela agência EFE, “a OMI se opõe firmemente à cobrança de taxas pela passagem por estreitos utilizados para a navegação internacional”. A entidade ressaltou que não há base jurídica para a criação de pedágios na rota que conecta o Golfo Pérsico ao mar de Omã.

Do lado iraniano, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, ironizou o anúncio norte-americano em postagem na rede X. “Quem garantir a passagem segura de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz deve ser remunerado. O Irã sempre foi o guardião do estreito e continuará a sê-lo”, escreveu, acrescentando que “20% é, obviamente, demais” e prometendo “ser justo”.

Trump apresentou o plano na segunda-feira (13), via Truth Social, ao anunciar que voltará a impor um bloqueio naval a portos iranianos em meio à retomada de confrontos entre os dois países. “Os EUA serão, a partir deste momento, conhecidos como o GUARDIÃO DO ESTREITO DE ORMUZ”, declarou, justificando a cobrança como reembolso pelos custos de segurança na “região instável”.

Antes do atual conflito, cerca de 20% do petróleo e do gás natural comercializados mundialmente passavam pelo Estreito de Ormuz, corredor que se tornou o principal foco do confronto entre Estados Unidos, Israel e Irã, superando o tema do programa nuclear iraniano.

Com informações de Gazeta do Povo