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Rogério Marinho critica STF e propõe mudanças em sua relação com o governo Flávio Bolsonaro

rogerio marinho
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Rogério Marinho, senador do Partido Liberal (PL) pelo Rio Grande do Norte, fez críticas contundentes ao Supremo Tribunal Federal (STF) em uma recente entrevista no programa Arena Oeste. Marinho, que atua como coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, se reuniu com o ministro Gilmar Mendes há pouco mais de um mês para discutir a relação entre um futuro governo e a Corte.

Durante a conversa, Marinho enfatizou a importância do respeito à Constituição, afirmando: “Não queremos vingança. Queremos que a Constituição seja respeitada.” O senador expressou o desejo de manter uma relação institucional com o STF, mas criticou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, especialmente em relação ao Inquérito das Fake News, que, segundo ele, tem sido usado como “escudo e instrumento de intimidação”.

Uma das principais propostas de Marinho inclui a retirada da competência do STF para julgar processos criminais, incluindo aqueles que envolvem autoridades com foro privilegiado, o que, na visão dele, ajudaria a restaurar a função original da Corte em questões constitucionais.

Além disso, Marinho sugeriu a criação de uma comissão para revisar as atribuições do STF, buscando identificar quais processos devem ser analisados na Corte e quais devem passar por instâncias inferiores. Ele também criticou a prática de liminares que permanecem por longos períodos sem aprovação do plenário.

Marinho ainda abordou a questão da anistia a Bolsonaro e outros condenados pelos eventos de 8 de janeiro, revelando a intenção de aproveitar o período entre a eleição e a posse para aprovar essa medida. Ele acredita que uma vitória de Flávio Bolsonaro daria ao novo governo força política para realizar essa e outras mudanças.

O senador também comentou sobre a economia, prevendo que uma vitória de Flávio poderia resultar em uma redução significativa da Selic e em uma economia de até R$ 300 bilhões para os cofres públicos. Ele criticou o governo atual, afirmando que as medidas adotadas por Lula têm gerado um aumento no endividamento das famílias e das empresas no Brasil.

Com relação à reforma tributária e política, Marinho defendeu uma revisão do sistema de financiamento de campanhas e a adoção do voto distrital, além de mudanças nas regras de emendas parlamentares. Ele também se manifestou contra a reeleição para a presidência, argumentando que essa prática favorece a adoção de medidas eleitoreiras.

Marinho encerrou a entrevista demonstrando otimismo em relação à campanha de Flávio Bolsonaro, projetando uma vitória nas eleições e enfatizando a necessidade de mudança no país.

Fonte: Revista Oeste.

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