Londres – A rainha Camilla recebeu, em 15 de julho, representantes da União Internacional das Superioras Gerais (UISG) na Clarence House e demonstrou “profunda admiração” ao ouvir relatos de freiras católicas que apoiam mulheres e meninas em situação de vulnerabilidade em diversos países.
Relatos que sensibilizaram a monarca
Durante a reunião, as religiosas descreveram iniciativas que incluem o acompanhamento de migrantes no Reino Unido, programas educacionais para crianças afetadas por conflitos no Líbano, ações de combate ao tráfico humano na Ásia e projetos de subsistência que fortalecem a segurança alimentar na África Subsaariana.
Anabel Inge, encarregada de negócios interina da Embaixada Britânica junto à Santa Sé, afirmou que a monarca manteve “engajamento total” durante toda a conversa. “Muitos dos temas discutidos claramente ressoaram em Sua Majestade, que há muito defende o apoio a mulheres e meninas”, declarou.
Participação de líderes religiosas
Entre as participantes estavam irmã Lynne Baron, das Irmãs Fiéis Companheiras de Jesus e delegada para ação social católica na Arquidiocese de Liverpool; irmã Roxanne Schares, secretária executiva da UISG; irmã Maamalifar M. Poreku, co-secretária executiva da Comissão UISG-USG para Justiça, Paz e Integridade da Criação; e irmã Abby Avelino, coordenadora internacional da Talitha Kum.
Avelino destacou o Programa Jovens Embaixadores Contra o Tráfico Humano, criado com apoio inicial do governo britânico e agora presente em vários países. Segundo ela, os jovens atuam como “protagonistas da mudança”, identificando riscos, promovendo prevenção e difundindo uma cultura baseada em dignidade e solidariedade.
Continuidade do diálogo com a Santa Sé
O encontro ocorre nove meses após o rei Charles III e a rainha Camilla terem participado, em outubro de 2025, de um serviço ecumênico de oração na Capela Sistina com o papa Leão XIV — a primeira ocasião em meio milênio em que um soberano inglês rezou com um pontífice.
Para Anabel Inge, a conversa na Clarence House foi “uma oportunidade valiosa para reconhecer a contribuição extraordinária das irmãs, que atuam diretamente nas comunidades que servem”.
Em publicação na rede social X, a família real registrou que a visita permitiu “refletir sobre o trabalho das irmãs em apoio a mulheres que vivem em condições de conflito, pobreza e deslocamento em todo o mundo”.
Com informações de Gazeta do Povo