A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, revelou nesta segunda-feira (17) que a empresa encontrou petróleo no poço Morpho, localizado na Margem Equatorial, embora não tenha informações precisas sobre a extensão da reserva. “Tem petróleo, há uma descoberta, mas ainda não sabemos a quantidade. Vamos continuar investindo e explorando, e o futuro dirá o que o Amapá pode nos oferecer”, afirmou Magda durante um evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na última sexta-feira (14), a Petrobras comunicou a identificação de petróleo no bloco FZA-M-59, em águas profundas do Amapá, na bacia da Foz do Amazonas. O poço Morpho (1-BRSA-1405-APS) está situado a aproximadamente 175 km da costa do Amapá, em uma profundidade de 2.886 metros.
A operação no poço Morpho tem um custo aproximado de US$ 1 milhão por dia. Desde o início da perfuração em outubro de 2025, a empresa já investiu cerca de US$ 300 milhões. A conclusão do poço ainda requer a perfuração de mais mil metros.
Magda acredita que a perfuração será finalizada em um intervalo de 15 a 20 dias, dependendo do progresso da sonda. Ela expressou otimismo em relação ao potencial do estado, que considera “bastante relevante”. Para determinar a quantidade exata de petróleo, a Petrobras precisará iniciar uma nova fase de trabalho.
A presidente também mencionou que a companhia está aguardando a licença ambiental para explorar mais três poços no mesmo bloco, além de cinco poços planejados para áreas vizinhas.
Desde 2023, a Petrobras busca autorização do Ibama para perfurar em águas profundas na bacia da Foz do Amazonas. Apesar do nome, o referido bloco está localizado a mais de 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas e a mais de 160 quilômetros da costa, em alto-mar.
Ela destacou que esse “esforço exploratório significativo” é fundamental para determinar a real oferta da Margem Equatorial para o Brasil. Magda ressaltou que a Petrobras não terá um futuro sustentável sem novas frentes de exploração, especialmente com a expectativa de que o pico de produção do pré-sal ocorra entre 2034 e 2035.
A descoberta no Amapá é considerada crucial para a reposição de reservas, assegurando que o Brasil permaneça entre os dez maiores produtores de petróleo do mundo e mantenha sua soberania energética nas próximas décadas.
A visita ao navio-sonda no Amapá contou com a presença de Lula, além dos ministros Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Miriam Belchior (Casa Civil), e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).









