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Wellington Dias reconhece falha do Planalto ao priorizar supermaioria no Congresso

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O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias, afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cometeu um erro de estratégia ao tentar conquistar dois terços dos assentos da Câmara e do Senado, em vez de preservar a maioria simples já existente. A declaração foi dada nesta segunda-feira, 8 de junho de 2026.

Segundo Dias, logo após as eleições de 2022, o Planalto contava com 39 senadores e 242 deputados inclinados a apoiar Lula. “Bastava cuidar bem desses parlamentares e dialogar com alguns outros para manter a maioria necessária para 95% das votações”, observou o ministro.

Perdas na base aliada

Em setembro de 2025, a formação da federação União Progressista levou União Brasil e PP a deixarem o bloco governista. Com a mudança, 12 senadores e 101 deputados passaram a se declarar, pelo menos formalmente, na oposição.

Reacomodações partidárias

A movimentação pré-eleitoral também provocou trocas de legendas. A senadora Soraya Thronicke (MS) migrou do União Brasil para o PSB e passou a votar alinhada ao governo. Já o senador Sergio Moro (PR) deixou o União Brasil, filiou-se ao PL e pretende disputar o governo do Paraná. Ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PL), Moro rompeu com o ex-presidente alegando tentativa de interferência na Polícia Federal.

Eleições como oportunidade de recomposição

Para Dias, os palanques estaduais nas próximas eleições podem recuperar apoios perdidos. Ele defende valorizar parlamentares nos anúncios de obras federais em seus redutos eleitorais. “Quando o deputado ou senador se torna referência local das ações do governo, a população reconhece e nasce a fidelidade”, concluiu.

Com informações de Gazeta do Povo