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Vídeo de desabafo de Linkon na Voz viraliza e pressiona campanha de Lula

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Um vídeo publicado pelo influenciador Linkon na Voz, de Guarulhos (SP), tornou-se o assunto mais comentado nas redes sociais entre 25 e 29 de junho e já ultrapassou 40 milhões de visualizações, repercussão que passou a interferir diretamente na pré-campanha presidencial de 2026.

Gravado na noite de 25 de junho em um ponto de ônibus da Avenida Paulista, o registro mostra o trabalhador emocionado ao relatar que, apesar de “trabalhar, trabalhar e não sair do lugar”, o alto custo de vida transformou até “carne moída em luxo”.

Sem mencionar o governo federal, o vídeo foi rapidamente adotado por políticos de oposição como símbolo da perda de poder de compra. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, virou alvo de críticas pela inflação dos alimentos e pela situação econômica apontada no desabafo.

Explosão de alcance nas redes

De 170 mil seguidores, o perfil de Linkon saltou para mais de 2 milhões em poucos dias, segundo dados do Instagram. A velocidade da disseminação surpreendeu estrategistas partidários porque ocorreu sem cobertura inicial da imprensa nem impulsionamento pago.

Oposição capitaliza

Entre os que compartilharam ou comentaram o vídeo estão:

Pablo Marçal (União), que convidou o influenciador e a família para um encontro;

Renan Santos e Kim Kataguiri (Missão);

Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro (PL);

• O governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos);

• O presidenciável Romeu Zema (Novo);

• O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).

Comentário comum entre esses nomes foi a distância entre indicadores macroeconômicos positivos divulgados pelo governo e a realidade percebida pela população.

Influenciador evita alinhamento político

Após críticas de que estaria servindo a interesses eleitorais, Linkon publicou novos vídeos afirmando que seu objetivo é mostrar a “vida real do trabalhador”. Ele reforçou que “político é funcionário público” e que seu relato não tem filiação partidária.

Especialistas apontam mudança na agenda eleitoral

Para o cientista político Ismael Almeida, a repercussão expressa a identificação de milhões de brasileiros, inclusive da classe média, com a dificuldade de custear despesas básicas. Consultores de campanha lembram que um conteúdo espontâneo, gravado em celular, pode superar o alcance de produções caras e alterar prioridades do debate.

Diante da repercussão, o Palácio do Planalto reforçou a divulgação de programas voltados ao bolso do consumidor, mas adversários mantêm o foco em temas como carga tributária, renda estagnada e incertezas fiscais.

Com informações de Gazeta do Povo