Brasília, 29 de abril de 2026 – O plenário do Senado Federal rejeitou nesta quarta-feira (29) a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF). A indicação recebeu 34 votos favoráveis e 42 contrários; eram necessários pelo menos 41 votos a favor, maioria absoluta dos 81 senadores, para a aprovação.
Primeira rejeição desde 1988
Trata-se da primeira vez que um indicado ao STF é barrado na atual Constituição, em vigor desde 1988. Nos 135 anos de história da Corte, apenas outros cinco nomes haviam sido recusados, todos em 1894, no governo do marechal Floriano Peixoto. Messias passa a ser o sexto indicado a não obter o aval do Legislativo.
Motivos da resistência
Parlamentares da oposição criticaram a atuação de Messias na Advocacia-Geral da União (AGU), em especial a criação de uma estrutura apelidada de “Ministério da Verdade”, considerada pelos críticos uma tentativa de controle do conteúdo digital. Também pesou o atrito com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que defendia outro nome para a vaga e reclamou de falta de articulação do Palácio do Planalto.
Quem é Jorge Messias
Doutor em Direito, Jorge Messias ganhou projeção nacional em 2016 quando foi citado em gravação telefônica entre os ex-presidentes Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, ficou conhecido como “Bessias”, por ser o responsável por entregar a Lula um documento que poderia garantir foro privilegiado. O episódio voltou a ser lembrado durante a sabatina.
Próximos passos
Com a reprovação, a cadeira deixada por Luís Roberto Barroso continua vaga. Cabe agora ao presidente Lula decidir se apresentará um novo nome ou se insistirá em Messias, o que exigiria nova sabatina e votação no Senado.
Fim.
Com informações de Gazeta do Povo