A Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República desembolsou cerca de R$ 2 milhões desde 2025 para que influenciadores digitais e artistas promovam programas do governo Luiz Inácio Lula da Silva. O dado consta de levantamento obtido pela Lei de Acesso à Informação e publicado pela Folha de S.Paulo neste sábado (11).
À frente da Secom, o ministro Sidônio Palmeira destina 30% do orçamento publicitário a plataformas digitais — na gestão anterior, o percentual era de aproximadamente 20%. Em 2025, dos R$ 681 milhões investidos em anúncios por órgãos federais, R$ 234,8 milhões foram para canais online.
Maiores cachês
A atriz Dira Paes recebeu o valor mais alto: R$ 470 mil para promover o Celular Seguro, sistema que rastreia aparelhos roubados. Em seguida aparece o carnavalesco Milton Cunha, com R$ 310 mil para divulgar o programa do SUS Agora Tem Especialistas, lançado pelo Ministério da Saúde.
Quantos foram contratados
Ao menos 55 influenciadores receberam entre R$ 1.000 e R$ 124,9 mil cada um. Outros 12 profissionais participaram de campanhas via empresas subcontratadas. Entre eles está o apresentador João Kleber, estrela de um vídeo intitulado Teste de Fidelidade ao Brasil, veiculado nas redes sociais.
Justificativa oficial
Em nota ao jornal, a Secom argumentou que o uso de influenciadores acompanha a mudança no consumo de informação dos brasileiros, que passam mais tempo em redes sociais e engajam mais com conteúdos digitais.
Comparação com governo anterior
Entre 2019 e 2021, a administração de Jair Bolsonaro gastou R$ 670 mil com influenciadores — cerca de um terço do valor aplicado pela gestão Lula em pouco mais de um ano.
Com informações de Gazeta do Povo