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Presidente da Câmara exonera assessor de Janones após invasão de entrevista na TV

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Brasília — O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), exonerou Bernardo Moreira Amado Barros do cargo de assessor parlamentar do deputado André Janones (Rede-MG). A dispensa foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União na quinta-feira (30).

Barros ganhou notoriedade ao interromper ao vivo uma transmissão da GloboNews, na qual o líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), concedia entrevista. Durante a invasão, o assessor criticou a proposta de anistia com um palavrão e defendeu a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Após o episódio, Barros divulgou em suas redes sociais que o parlamentar “surtou”, teria ordenado sua prisão e ameaçado processá-lo.

Em nota, Cabo Gilberto elogiou a postura de Motta, classificando-a como “firme e correta”, e disse que a atitude do assessor reflete “um projeto político que não tolera o contraditório, não respeita a imprensa e não aceita o voto do povo brasileiro”.

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), também se manifestou. Para ele, a invasão representa “grave atentado ao livre exercício da atividade parlamentar e à liberdade de imprensa”, valores garantidos pela Constituição.

A confusão ocorreu na mesma semana em que o governo sofreu duas derrotas no Congresso: a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF), e a derrubada do veto presidencial ao projeto de lei da dosimetria, que pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Antecedente em 2025

Não foi a primeira polêmica envolvendo Barros. Em setembro de 2025, ele entrou no Condomínio Solar de Brasília, onde Bolsonaro cumpria prisão domiciliar, e usou um megafone para provocá-lo. O condomínio recorreu à Justiça do Distrito Federal para barrar novas entradas, mas a juíza Tatiana Dias da Silva Medina, da 18ª Vara Cível de Brasília, negou o pedido, citando o direito constitucional de locomoção de visitantes autorizados.

A reportagem procurou Barros e o gabinete de André Janones, mas não houve retorno até o fechamento desta edição.

Com informações de Gazeta do Povo