Rio de Janeiro – A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (15) a Operação Sem Refino, que investiga um suposto esquema de sonegação bilionária de impostos no setor de combustíveis. Entre os alvos está o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL-RJ).
Os mandados foram autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). No total, são cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal.
Segundo a PF, o grupo econômico investigado teria usado uma complexa estrutura societária e financeira para ocultar patrimônio, dissimular bens e enviar recursos ao exterior. As ordens judiciais incluem o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos e a suspensão das atividades das empresas envolvidas.
Refinaria de Manguinhos no centro das suspeitas
Os investigadores apontam a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, como peça-chave do esquema. De acordo com a Receita Federal, a companhia é a maior devedora contumaz de tributos do país e teria mantido as operações mesmo acumulando dívida bilionária, supostamente com apoio de agentes públicos.
A Justiça também decretou a prisão de Ricardo Magro, proprietário da Refit, que foi incluído na “difusão vermelha” da Interpol e é considerado foragido. Magro reside em Miami, nos Estados Unidos. Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou ter pedido ao presidente norte-americano, Donald Trump, colaboração para a captura do empresário.
Mandado cumprido na casa de Cláudio Castro
Em relação ao ex-governador Cláudio Castro, agentes federais realizaram buscas em sua residência em um condomínio na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. A PF procura documentos que comprovem eventual ligação de Castro com Ricardo Magro, cuja dívida fiscal ultrapassa R$ 26 bilhões.
A operação segue em andamento, e novos detalhes devem ser divulgados pelas autoridades ao longo do dia.
Com informações de Gazeta do Povo