Porto Alegre – A Polícia Federal (PF) apreendeu, na quarta-feira (8), uma espingarda registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro. A arma foi encontrada na casa de um empresário dono de loja importadora de armamentos, em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
A diligência ocorreu no mesmo dia em que agentes cumpriram mandado de busca na residência de Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar desde a condenação a 27 anos de reclusão por envolvimento na chamada “trama golpista”. A ordem partiu do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que autorizou o regime domiciliar e determinou a apreensão de armas, munições e documentos de registro pertencentes ao ex-mandatário.
Na casa de Bolsonaro, nenhum armamento foi encontrado. Após a operação, os advogados do ex-presidente comunicaram ao STF o paradeiro de duas armas ainda não localizadas pela PF, uma delas a espingarda agora apreendida.
O advogado João Henrique N. de Freitas, representante de Bolsonaro, afirmou em rede social que “um ex-presidente da República continua sendo submetido a esse tipo de ação”.
Reações da família Bolsonaro
Carlos Bolsonaro (PL-SC), filho do ex-chefe do Planalto, classificou a operação como “tortura” e alegou “perseguição”. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chamou a medida de “cortina de fumaça” para, segundo ele, desviar a atenção de sua agenda nos Estados Unidos contra o novo tarifário aplicado a produtos brasileiros.
A investigação sobre o arsenal ligado a Bolsonaro segue em andamento e poderá influenciar as condições de sua prisão domiciliar.
Com informações de Gazeta do Povo