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Após inspeção em presídio, OAB-SP solicita prisão domiciliar ou remoção de Deolane Bezerra

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A seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), em conjunto com o Conselho Federal da entidade, protocolou pedido para que a influenciadora e advogada Deolane Bezerra seja transferida a unidade prisional compatível com as prerrogativas da advocacia ou, alternativamente, colocada em prisão domiciliar.

O requerimento foi apresentado depois de visita da OAB-SP ao presídio de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, onde Deolane está detida desde 22 de maio, acusada de lavagem de dinheiro para a facção PCC na Operação Vérnix. A entidade alega que as condições do local — cela comum e alimentação contestada pela defesa — não atendem ao que estabelece a Lei 8.906/94, que garante a advogados o direito a permanecer em sala de estado-maior até o trânsito em julgado.

Bloqueio de bens e investigação disciplinar

Além da prisão, a Justiça determinou o bloqueio de pelo menos R$ 327 milhões em bens da investigada. Paralelamente, tramita no Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-SP processo por suposto exercício irregular da profissão. A ordem explica que a apuração pode resultar — ou não — em suspensão preventiva da inscrição, assegurado o contraditório.

Acusações da Operação Vérnix

Segundo o Ministério Público e a Polícia Civil, entre 2018 e 2025 Deolane e Willians Herbas Camacho, o “Marcola”, líder do PCC, teriam usado a empresa Lopes Lemos Transportes Ltda. (Transportadora Lado a Lado) para movimentar recursos ilícitos. A investigação aponta depósitos fracionados na conta da advogada, além de planos para reestruturar companhias e transferi-las a fundos no exterior, mascarando a origem do dinheiro. A ré sustenta que atuava apenas como defensora de Marcola.

A OAB-SP acompanha o caso desde a transferência de Deolane para o presídio do interior, reiterando publicamente o direito à sala de estado-maior e afirmando que não medirá esforços para garantir as prerrogativas profissionais.

Com informações de Gazeta do Povo