Brasília, 24 de maio de 2026 – A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou neste sábado (24) que não há qualquer grupo político ligado a ela trabalhando contra a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto.
Pelo Instagram, Michelle repostou uma manchete da Folha de S.Paulo sobre a crise que envolve o Banco Master e escreveu: “Eu não tenho grupos”. Em seguida, declarou participar apenas de “um movimento que influencia pessoas de bem a estarem na política, movido por valores inegociáveis”.
Crise do Banco Master e tensões internas
A manifestação responde a reportagens que atribuem à turbulência no Banco Master — ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a Flávio — a retomada de divergências entre aliados do senador e pessoas próximas à ex-primeira-dama.
Há meses o bolsonarismo convive com disputas desde que o ex-presidente Jair Bolsonaro apontou Flávio como o nome do grupo para 2026. Nos bastidores, Michelle era vista como insatisfeita com a escolha e considerada um trunfo eleitoral junto ao eleitorado evangélico e feminino.
Os filhos de Bolsonaro cobram engajamento total em torno de Flávio. Em fevereiro, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou publicamente Michelle e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), acusando ambos de falta de empenho na pré-campanha. Nikolas, que ganhou projeção nas redes sociais, passou a enfatizar pautas de confronto com ministros do STF, enquanto Flávio tenta adotar tom mais moderado para atrair o centro.
Impacto eleitoral
A crise do Banco Master também atingiu a pré-candidatura bolsonarista. Pesquisa Datafolha divulgada em 22 de maio mostrou o presidente Lula (PT) à frente de Flávio em um eventual segundo turno, por 47% a 43%. No primeiro turno, Lula apareceu com 40%, ante 31% do senador.
O levantamento ouviu 2.004 eleitores nos dias 20 e 21 de maio de 2026, tem margem de erro de dois pontos percentuais e 95% de nível de confiança. O registro no TSE é BR-07489/2026.
Com informações de Gazeta do Povo