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Lula diz que soltar Bolsonaro “desmoralizaria” o STF e o compara a “cachorro louco”

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026, que a eventual libertação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) representaria uma “desmoralização” do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável por condená-lo a 27 anos e 3 meses de prisão por suposta tentativa de golpe de Estado.

Em entrevista à TV Aratu, da Bahia, Lula comparou o adversário político a um “cachorro louco” e afirmou que Bolsonaro planejava assassinar autoridades:

“Se você tem um cachorro louco preso e solta, ele vai ficar mais manso? Ele vai morder alguém. Esse cidadão tentou destruir a democracia brasileira, tinha um plano para matar o Lula, o Alckmin e o Alexandre de Moraes.”

Bolsonaro completou seis meses de prisão, alternando entre regime domiciliar e a Penitenciária da Papuda, conhecida como “Papudinha”, por determinação do STF.

Crítica a projeto que reduz penas

O presidente também rejeitou o projeto de lei da dosimetria, aprovado no fim de 2025 pelo Congresso e vetado por ele no evento que marcou três anos dos atos de 8 de janeiro de 2023. A proposta prevê a diminuição das penas dos condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes e pode atingir Bolsonaro.

“Você acaba de condenar e, no dia seguinte, alguém aprova uma lei para liberar os caras, para diminuir as penas? Eu vetei porque não concordo. Esse cidadão tem que ficar preso. Um dia pode haver uma anistia, como ocorreu 15 anos após 1964, mas não dá para brincar de fazer julgamento”, afirmou.

Haddad fala em “estupro” das contas públicas

No mesmo dia, durante a comemoração dos 46 anos do PT em Salvador (BA), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou a gestão Bolsonaro. Ele disse que, em 2022, houve “uma espécie de estupro das contas públicas”, apesar do superávit primário de R$ 54,1 bilhões registrado naquele ano.

Para Haddad, o resultado foi “artificial” e se apoiou na Proposta de Emenda à Constituição que adiou o pagamento de precatórios em 2021. O ministro ressaltou que o governo Lula encerrou 2023 com déficit de R$ 230,5 bilhões, dos quais R$ 92,4 bilhões se referem a precatórios de exercícios anteriores.

Com informações de Gazeta do Povo