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Lula confirma candidatura e alega “compromisso cristão” para evitar retorno do fascismo

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou na noite de terça-feira, 14 de abril, que disputará a reeleição em 2026. Segundo o chefe do Executivo, há um “compromisso moral, ético e até cristão” de impedir que “um fascista volte a governar o país” — referência ao pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL).

A declaração foi dada durante entrevista conjunta aos portais Brasil 247, DCM e Revista Fórum. O posicionamento ocorre uma semana depois de Lula ter colocado em dúvida sua participação no pleito, em conversa com o portal ICL Notícias, no dia 8.

Convenção do PT em junho

Na mesma entrevista, Lula lembrou que a confirmação oficial de sua chapa só deverá ocorrer na convenção do PT, agendada para junho. “Para decidir ser candidato, vou ter que apresentar um programa, vou ter que apresentar algo novo para este país”, afirmou.

Críticas ao mercado financeiro

O presidente também voltou a criticar o mercado e a chamada “Faria Lima”. Ele afirmou que agentes financeiros “sempre vão querer outro candidato” por não apoiarem políticas de inclusão social. “Eles querem políticas apenas para pagar a taxa de juros deles. E eles não sabem que eu quero fazer muito mais”, declarou.

Alvo nas apostas e defesa do papa

Durante a conversa, Lula condenou a proliferação de sites de apostas e cassinos on-line. “Precisamos terminar com essa guerra de jogatina que está no Brasil. Nós brigamos a vida inteira contra os cassinos. Eu, pelo menos, como cristão”, disse.

O petista também saiu em defesa do papa Leão XIV, criticado recentemente pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “O papa está correto na crítica que fez ao presidente Trump; ninguém precisa ter medo de ninguém”, afirmou Lula.

As falas reforçam a intenção do presidente de entrar na disputa eleitoral de 2026 após período de especulações sobre sua permanência na corrida presidencial.

Com informações de Gazeta do Povo