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Irritado após veto a Messias, Lula avalia adiar envio de novo nome ao STF

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi aconselhado por aliados a postergar a escolha de um novo ministro para o Supremo Tribunal Federal (STF) depois do desgaste causado pela rejeição ao nome do advogado Jorge Messias. Segundo relatos de integrantes do Judiciário, a recomendação busca esfriar o ambiente político no Congresso, mas ainda não há certeza de que o chefe do Executivo acatará a sugestão.

Em conversas reservadas na semana passada, Lula demonstrou forte irritação com o que chamou de articulações de bastidores responsáveis pela derrota de Messias. O presidente atribuiu a movimentação, em parte, ao senador Davi Alcolumbre (União-AP) e, de acordo com essas fontes, chegou a usar palavrões ao se referir a um dos principais opositores da indicação. Ele também suspeita da participação de um ministro do próprio STF no episódio.

A insatisfação do Planalto alcançou o ministro da Justiça, Wellington César, no cargo desde janeiro, que teria atuado de forma discreta na defesa de Messias. A avaliação interna é que a postura cautelosa pode fragilizar sua permanência na Esplanada, o que abriria caminho para a terceira troca no comando da pasta desde o início do atual governo.

Disputa por possíveis indicados

Mesmo sem definição de prazo para um novo nome, começam a circular candidaturas. O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, aparece entre os cotados, mas tem tratado o tema com distanciamento público, afirmando que sua rotina no TCU se ajusta melhor ao momento.

No entorno presidencial, há quem veja mão do MDB na derrubada de Messias para favorecer Dantas, interpretação que não é unânime. Outro nome lembrado é o da ministra Daniela Teixeira, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em conversa recente com Lula, ela teria mencionado discrepância salarial entre ministros, argumento contestado por auxiliares palacianos e que gerou resistência a sua eventual indicação.

Enquanto avalia o cenário, o governo tenta reorganizar a articulação política para evitar uma nova derrota no Senado e para conter o desgaste na área de segurança pública, considerada prioridade sem resultados expressivos até o momento.

Com informações de Direita Online