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Lula acusa direita de tentar silenciar professores e controlar universidades

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira, 25 de maio, que grupos de direita buscam “calar professores e estudantes” e restringir a diversidade nas universidades. A declaração foi feita em Brasília, durante um fórum que reuniu reitores de instituições brasileiras e africanas.

Segundo Lula, setores da extrema direita “não toleram a autonomia” das universidades, negam a ciência, censuram manifestações artísticas e utilizam as salas de aula “como instrumento de dominação”. O presidente enfatizou que, para esses grupos, a educação representa uma ameaça por promover a conscientização social.

“A extrema direita teme a educação porque sabe que é onde nasce a consciência”, disse o chefe do Executivo, relacionando o pensamento crítico às lutas contra racismo, misoginia, xenofobia e outras formas de discriminação.

Durante o discurso, Lula citou o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela e lembrou a frase de que a educação é “a arma mais poderosa para transformar o mundo”. O petista também classificou as universidades como espaços de resistência política e social.

Contexto de tensão política

Os ataques do presidente ocorrem em meio ao crescimento dos embates entre o Palácio do Planalto e a oposição. Nos últimos meses, Lula tem ampliado críticas a adversários como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enquanto parlamentares de direita e centro cobram respostas do governo em áreas como economia, segurança pública e controle de gastos.

Críticos da gestão petista questionam o aumento das despesas públicas e pedem ações mais rígidas contra o crime organizado. A articulação política do Executivo no Congresso também tem sido alvo de contestação por parte da oposição.

O fórum com reitores integrou a programação do evento “Dia da África” e serviu de palco para que Lula reforçasse o papel da educação no combate a desigualdades e na defesa de direitos.

Com informações de Gazeta do Povo