O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes encerrou, na noite de quarta-feira, 3 de junho de 2026, a 14ª edição do Fórum de Lisboa — apelidado de “Gilmarpalooza” — com um recado direto aos críticos. Diante do público, o decano da Corte propôs que o encontro passe a ser chamado de “Fórum Mundial de Lisboa”, alegando que a dimensão alcançada pelo evento justificaria a mudança.
“Aqui se desenha um novo passo para o Fórum, que é de, eventualmente, deixarmos de chamar simplesmente Fórum de Lisboa e passarmos a chamar Fórum Mundial de Lisboa, modéstia às favas”, afirmou Gilmar.
Participação menor que em 2025
A edição de 2026 registrou presença reduzida de ministros do STF, governadores e integrantes do primeiro escalão do governo Lula em comparação com o ano anterior. O recuo é atribuído, nos bastidores, ao escândalo envolvendo o Banco Master e às dúvidas sobre quem custeou as viagens de autoridades a Portugal.
Gilmar classificou as críticas como “leituras apressadas, incompreensões ou oportunismos”. Em tom irônico, citou um provérbio que, segundo ele, é português: “Ninguém se livra de pedrada de doido nem de coice de burro”. A mesma expressão já havia sido usada por ele em 2017, quando o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu sua suspeição no caso Eike Batista.
Auditório lotado
Logo no início do discurso, o ministro pediu desculpas pelo desconforto no auditório, observando que a expectativa de esvaziamento não se confirmou. “Havia uma previsão de que o fórum estaria esvaziado”, disse, recebendo aplausos.
Gilmar encerrou agradecendo a presença dos participantes e reforçando a intenção de ampliar o alcance internacional do encontro em 2027.
Com informações de Gazeta do Povo