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Flávio Bolsonaro negocia encontro com Trump na Casa Branca para fortalecer aliança conservadora

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Brasília – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) articula uma viagem aos Estados Unidos na próxima semana para se reunir com o presidente norte-americano Donald Trump, informou a assessoria de sua pré-campanha nesta quinta-feira (21). A possibilidade de agenda na Casa Branca ainda não foi confirmada oficialmente pelo governo dos EUA, mas é tratada pelo Partido Liberal como estratégica para impulsionar a pré-candidatura presidencial do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo auxiliares, o convite partiu de assessores do próprio Trump, e não houve pedido formal de Flávio ou do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Dirigentes do PL avaliam que um gesto de proximidade com o líder republicano pode reforçar a imagem do senador junto ao eleitorado de direita e servir de contraponto à recente aproximação diplomática entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Trump.

Pela manhã, ao deixar o Senado, Flávio evitou confirmar a viagem. “Perguntem à Casa Branca”, limitou-se a responder a jornalistas.

Interlocução envolve Marco Rubio e Eduardo Bolsonaro

A iniciativa vem sendo costurada há semanas por aliados em Washington. Entre os envolvidos estão o secretário de Estado, Marco Rubio, e Eduardo Bolsonaro, que mantém diálogo frequente com expoentes do conservadorismo norte-americano. O líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto (PL-PB), disse que “a viagem é muito aguardada” pela bancada.

Crise interna motiva busca por agenda positiva

Dentro do PL, a aposta é de que a visita ajude a mitigar o desgaste causado pela divulgação de mensagens que ligam Flávio ao banqueiro Daniel Vorcaro, investigado pela Polícia Federal por suposto financiamento do documentário Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro.

Efeito simbólico na disputa eleitoral

Levantamento Quaest realizado entre 8 e 11 de maio mostrou que 70% dos entrevistados ficaram sabendo do encontro Lula-Trump. Para 43%, o presidente brasileiro saiu politicamente fortalecido, índice que aliados de Flávio pretendem equilibrar com uma eventual foto ao lado do republicano.

Para o cientista político Elias Tavares, Trump ainda é “referência importante” para o eleitorado conservador brasileiro, o que daria à reunião peso simbólico na corrida ao Planalto. Já o internacionalista Rafael Moredo pondera que temas econômicos e de segurança pública seguem prioritários para a maioria dos eleitores, limitando o alcance da estratégia.

Em entrevista recente à CNN Brasil, Flávio declarou que, se eleito, conduzirá a política externa de forma “pragmática, sempre pensando no que for melhor para o Brasil”, sem alinhamentos automáticos.

Com informações de Gazeta do Povo