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Flávio Bolsonaro diz que indicará “técnicos e conservadores” ao STF caso assuma a Presidência

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quarta-feira, 3 de junho de 2026, que pretende preencher as quatro vagas que se abrirão no Supremo Tribunal Federal (STF) com nomes “de notável saber jurídico e verdadeiramente conservadores”, caso vença a eleição presidencial de outubro. A declaração foi dada ao jornal O Tempo durante agenda de pré-campanha em Minas Gerais.

Perfis pretendidos

Flávio ressaltou que os indicados deverão aliar conhecimento técnico a valores conservadores. “É preciso ter gente que conheça a lei e seja, de verdade, conservadora”, disse. Segundo o parlamentar, o objetivo é frear pautas como descriminalização do aborto e das drogas.

Críticas ao “ativismo judicial”

Ao justificar a proposta, o senador criticou o que chama de ativismo judicial, citando decisões monocráticas que, em sua avaliação, “invadem competências do Legislativo”. Ele afirmou sentir “saudade da época em que magistrados se manifestavam apenas nos autos”.

Criterios apontados

Flávio listou três pilares para as futuras indicações:

  • Alinhamento ideológico e técnico – combinação de saber jurídico com valores conservadores;
  • Viabilidade política – nomes com chance real de aprovação no Senado;
  • Respeito à Constituição – atuação focada no cumprimento da Carta Magna, sem “projetos de poder”.

Rejeição a Jorge Messias

O senador reiterou oposição a eventual nomeação do atual advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF. Ele prometeu trabalhar no Senado para barrar o indicado, por considerá-lo alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Embate com Lula

Flávio acusou Lula de demonstrar “simpatia” por facções como Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) ao não classificá-las como organizações terroristas, medida que os Estados Unidos adotaram recentemente. O senador defendeu ações mais duras contra o crime organizado.

Na véspera, terça-feira (2), Flávio informou que ingressará com notícia-crime no STF contra Lula, alegando que o presidente incitou sua morte ao citar, em discurso, o enforcamento de traidores na Inconfidência Mineira. Ambos também travam disputa política sobre os possíveis efeitos de novas tarifas que o governo de Donald Trump pode impor ao Brasil.

Com informações de Gazeta do Povo