Home / Política / Declaração de Lula sobre “deputados da milícia” provoca reação dura da Alerj

Declaração de Lula sobre “deputados da milícia” provoca reação dura da Alerj

ocrente 1779643157
Spread the love

RIO DE JANEIRO – Uma fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante evento no sábado (23) criou mal-estar entre o Palácio do Planalto e a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Ao dirigir-se ao governador interino Ricardo Couto, Lula afirmou que a população não espera “grandes obras”, mas, sim, a prisão de “todos os ladrões que governaram este estado e dos deputados que fazem parte de uma milícia organizada”.

A declaração foi entendida por parlamentares fluminenses como generalização contra o Legislativo estadual. Em nota divulgada horas depois, a Alerj afirmou respeitar as instituições da República, mas repudiou “qualquer tentativa de criminalizar o Parlamento fluminense e seus representantes eleitos pelo povo do Rio de Janeiro”.

Assembleia reage e cobra união institucional

No comunicado, a Casa legislativa avaliou que a crise de segurança no estado também decorre da ausência de políticas nacionais de combate ao tráfico de armas e à expansão de facções criminosas. Os deputados pediram “equilíbrio e responsabilidade” no debate público.

Governador interino no centro da polêmica

Ricardo Couto, desembargador e presidente licenciado do Tribunal de Justiça do Rio, está no comando do Executivo desde março, após a renúncia de Cláudio Castro (PL-RJ). Ele ficará no cargo até a eleição de outubro.

Durante o mesmo discurso, Lula disse que o Rio “não pode continuar dominado pela criminalidade” e que este seria o momento para Couto “mostrar que é possível consertar o estado”. O presidente também criticou experiências passadas de chefes do Executivo vindos do Judiciário, mencionando que “já tivemos um juiz governador, que foi um fiasco”.

Cobrança por mais presença federal na segurança

Lula aproveitou o evento para defender maior participação da União no enfrentamento ao crime, citando a recriação do Ministério da Segurança Pública. Ele ainda pressionou o Senado a pautar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que aguarda decisão do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).

Com informações de Gazeta do Povo