O ex-deputado federal e ex-delegado da Polícia Federal Alexandre Ramagem foi detido pelo Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos (ICE) na segunda-feira (13.abr.2026), em Orlando, na Flórida. A prisão, confirmada pela Polícia Federal brasileira e registrada nos sistemas do órgão, repercutiu com rapidez entre políticos no Brasil.
Reações à esquerda
Entre parlamentares de esquerda, o tom predominante foi de comemoração. O deputado Zeca Dirceu (PT-PR) escreveu no X que, “que loucura, vou ter de elogiar o Trump!”, uma referência ao presidente norte-americano Donald Trump, usualmente criticado pelo PT por suas políticas migratórias. Dirceu chamou Ramagem de “peça-chave na tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023”.
Alencar Santana (PT-SP) afirmou que “a terra capota” e disse que o ex-delegado “vai se juntar ao Jair Bolsonaro e em breve chega a Carla Zambelli”. Já Pedro Ruas (PSOL-RS) classificou o ex-parlamentar como “golpista” e disse que ele “tem 16 anos de cadeia pra cumprir”. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL-SP), limitou-se ao bordão “Grande dia!”.
Vozes à direita
Pelo campo governista de oposição, o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) manifestou preocupação. Ele declarou que o caso “ultrapassa uma situação individual e toca diretamente no respeito às garantias” de um parlamentar eleito, afirmando esperar “bom senso das autoridades dos Estados Unidos” para avaliar o episódio.
Contexto da detenção
Segundo o jornalista Paulo Figueiredo, a abordagem do ICE teria ocorrido após uma infração de trânsito. Ele negou que haja relação entre a prisão e processos judiciais envolvendo o ex-deputado no Brasil. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre os próximos passos do caso.
Ramagem foi eleito para a Câmara dos Deputados, mas deixou o país em meio a investigações relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes invadiram as sedes dos Três Poderes em Brasília.
Com informações de Gazeta do Povo