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Relator da CPMI do INSS expõe rede que lavou R$ 39 bilhões e desviou benefícios de aposentados

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Brasília — O deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, anunciou nesta quinta-feira (17/04/2026) a identificação de um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou aproximadamente R$ 39 bilhões. De acordo com o parlamentar, a estrutura financeira criminosa atendia políticos corruptos, facções e operações de jogos ilegais.

Como o desvio foi descoberto

As investigações começaram pelos chamados “descontos associativos”, valores retirados diretamente das folhas de pagamento de aposentados para entidades diversas. Ao seguir esse rastro, a CPMI encontrou indícios de empréstimos consignados fraudulentos. Juntas, as práticas causaram prejuízo superior a R$ 7 bilhões aos segurados da Previdência Social.

Obstáculos nas apurações

Segundo Gaspar, a comissão esbarrou em barreiras políticas no Congresso e em decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Essas limitações impediram a convocação de presidentes de bancos e restringiram o acesso a Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs), considerados essenciais para rastrear os recursos e identificar os mandantes do esquema.

Críticas ao Supremo Tribunal Federal

O relatório preliminar aponta “politização” da Corte e defende que o STF atue apenas como tribunal constitucional, sem intervir em julgamentos individuais. Também sugere mudanças na forma de indicação dos ministros, vedando a escolha de ocupantes de cargos políticos ou advogados de governos para o tribunal.

Destino das provas

Mesmo sem aprovação do relatório final, a CPMI encerrou os trabalhos em 1º de abril. Toda a documentação será remetida aos ministros André Mendonça e Luiz Fux, responsáveis por casos correlatos no STF. Além disso, indícios de crimes envolvendo 216 pessoas serão encaminhados ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal para continuidade das investigações.

Com informações de Gazeta do Povo