Deputados e senadores da oposição comemoraram na tarde desta quinta-feira (30) a derrubada, em votações consecutivas na Câmara e no Senado, dos vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Projeto de Lei 2.162/2023, conhecido como PL da Dosimetria. Logo após o resultado, o plenário foi tomado pela marchinha “Chora, Petista”, adotada informalmente como jingle da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Com a decisão do Congresso Nacional, fica restabelecido o texto que altera os critérios de cálculo de penas para os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. A medida pode reduzir as sentenças do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Trata-se da segunda derrota imposta ao Palácio do Planalto em menos de 24 horas.
Reações no plenário
Aniversariante do dia, Flávio Bolsonaro, que completa 45 anos, classificou o resultado como “presente de aniversário” e publicou em rede social que “a derrota do PT é a vitória do Brasil”.
O deputado Filipe Barros (PL-PR) afirmou que o Congresso “fez justiça” ao perceber falhas em garantias fundamentais nos processos ligados ao 8 de Janeiro. Já o senador Jorge Seif (PL-SC) destacou que a mudança “vai permitir que muitas famílias retomem a vida”, referindo-se a condenados que cumprem prisão domiciliar.
Para o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), a votação representa “o primeiro passo” de uma agenda legislativa voltada à revisão de penas consideradas desproporcionais. A deputada Caroline de Toni (PL-SC) acrescentou que “justiça é dar a cada um o que é devido”, defendendo maior proporcionalidade nas punições.
A origem da marchinha
“Chora, Petista” é uma adaptação de um canto da torcida do Grêmio, popularizado no início dos anos 2000. Durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff, a canção ganhou letra satirizando o Partido dos Trabalhadores, difundida pela Banda Loka Liberal. Em 2026, o jingle voltou a circular em redes sociais como trilha de vídeos que promovem a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.
Com informações de Gazeta do Povo